Alziro Barbosa

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O Diário de Simonton

Sinopse: Evocação lírica de passagens do diário de Ashbel Green Simonton que, em 1859, aportou no Brasil com o propósito de dividir sua fé em meio a angústias, dúvidas e a nostalgia pela unidade perdida, lançando as bases do presbiterianismo no país.






Ficha técnica

Direção: Jader Gudin e Joel Yamaji

Direção de Fotografia: Alziro Barbosa

Roteiro Original: Joel Yamaji

Produção: Fábio Almeida

Realização: Celsino Gama/ LPC Comunicações

Elenco: Sérgio Guizé, Guta Ruiz, Débora Lobo, Daniela Smith, Dionísio Neto, Wagner de Miranda, Germano Pereira

Gênero: Ficcão inspirada no livro “O Diário de Simonton”.

Formato: 35 mm

Duração: 27 minutos

Making of

Crítica

Por O Verbo

O curta-metragem 'O Diário de Simonton', uma reconstituição da época de 1852 a 1866, foi rodado durante a semana de 6 a 11 de abril, na Fazenda Limoeiro da Concórdia, local de preservação histórica e proteção ambiental, situada em Itú. Devido à grandiosidade do projeto um parque tecnológico foi deslocado para o antigo casarão da sede cafeeira, que retrata com fidelidade a narrativa.

Nesta produção, 'O Diário de Simonton' é mais uma vez aberto e revela momentos de grande superação humana escritos pelo missionário norte-americano, que perde a esposa após o parto de sua única filha. Mas, as conquistas de Simonton, por meio de seu trabalho no país, transpõem sua origem e a partir daí nasce um importante elo de integração entre Brasil e Estados Unidos. Estes elementos fizeram com que a produção desenvolvesse um contexto de alto nível tecnológico e artístico para as filmagens.

No elenco do filme destacam-se atores com presença em miniséries de TV e filmes recentes do circuito nacional e peças teatrais, como Guta Ruiz (HBO), Dionísio Neto (filme Carandiru) e Sérgio Guizé (novela o Caminho das Índias-Rede Globo).

Esta ficção tem a participação dos diretores Jader Gudin, estreante com 'Dois Aquários' e Joel Yamaji (A Ira), reconhecido cineasta na área educacional – (Eca/USP), responsável pela formação de profissionais do cinema desde os anos 1980, em São Paulo. Yamaji, que também assina como roteirista, conta que ao escrever esta história procurou extrair temas universais a partir da trajetória do personagem. 'Na linguagem do filme busquei trazer um diálogo com referências nas histórias do cinema de Carl Dreyer (A Paixão de Joana D’Arc), Robert Bresson (O Batedor de Carteiras), Andrei Tarkovski (O Espelho), Ingmar Bergman (Persona) e Pasolini (Édipo Rei). Estes autores cultivaram uma estética vinculada a questões de ordem existencial e espiritual do homem contemporâneo, e é essa alma que eu quero dar ao filme', comenta Yamaji.

Para o diretor, Jader Gudin, a concepção e caracterização dos personagens remetem aos clássicos do western americano do século XIX, e o western italiano. 'As cores do curta foram inspiradas nos pintores impressionistas e a trilha, originada das músicas com função narrativa, compostas nos filmes de Sérgio Leone, musicados por Enio Morriconi', esclarece Gudin.

Os diretores convidaram o experiente diretor de fotografia Alziro Barbosa para traduzir no filme toda a imaginação e inspiração de 'O Diário de Simonton'. Com formação no Instituto Estatal de Cinema da Rússia, sua 'pintura com luzes' circula o mundo e recentemente foi premiada no Festival de Gramado (Serras da Desordem).

Segundo o produtor Fábio de Almeida, este filme é uma ação que se diferencia por aliar recursos institucionais junto com a produção cinematográfica de arte. E diz, que a experiência desenvolvida no projeto e a sofisticação dos recursos artísticos já agregados colocam a produção pronta para cogitar um longa-metragem de 'O Diário de Simonton'

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